A minha sebenta on-line de Marketing

February 2, 2007

Apresentação Lisete Fontes

Filed under: CIM


January 31, 2007

Alexandre O’Neill: o poeta-publicitário

Filed under: Geral

Fundador do Movimento Surrealista de Lisboa, é na publicidade que Alexandre O’Neill, um dos grandes poetas lusos, encontra um dos seus meios de subsistência. Ficam aqui alguns exemplos de originais slogans elaborados por O’Neill, na sequência de colaborações com agências de publicidade…

SLOGANS

Instituto de Socorros a Náufragos
- Versão original: "Passe um Verão desafogado"
- Versão final: "Há Mar e Mar, Há Ir e Voltar"

Bosch
- Versão original: "Bosch é Brom" (recusada. É o próprio poeta quem faz o trocadilho obsceno)
- Versão final: "Bosch é Bom"

Colchões Lusoespuma
- Versão original: "No Colchão Lusoespuma, Você Dá Duas Que Parecem Uma" (recusada)
- Versão final: não houve

Metropolitano de Lisboa
- Versão original: "Vá de Metro Satanás" (recusada)
- Versão final: "Vá de Metro. Não se Deixe Ficar Para Trás"

Gazcidla
- Versão original: "Gazcidla na cozinha é um descanso" (recusada)
- Versão final: "Gazcidla, o gás da cidade"

companhia de seguros (não há registos do nome)
- Versão original: "O Passado, O Presente e o Seguro"

não há registos
- Versão original: "Peixes de Todo o Mundo, Congelai-vos!"

companhia de seguros (não há registos do nome)
- Versão original: "Pelo Sim, Pelo Não, É Melhor Pelo Seguro"

empresa de papel higiénico (não há registos do nome)
- Versão original: "Vá à Merda!" (recusada)
- Versão final: não houve

estalagem da zona de Sintra (não há registos do nome)
- Versão original: "Na Estalagem ‘X’, Você Está Como Não Está Em Sua Casa"

Criação de uma marca/ instituição bancária fictícia: Banco Tecnológico Inovador

Filed under: LAE

Concepção do logótipo dessa instituição

Campanha publicitária de um produto/ serviço desse banco

 

Justificação do nome da marca

A escolha do nome da marca deve-se ao facto de permitir aos potenciais clientes do banco utilizarem technologias como: acesso à internet e ao multibanco.
Este processo permite resolver com facilidade situações de transacção bancária de uma forma eficaz economisando tempo.
O cliente não necessita de se dirigir a um banco para poder transaccionar o seu dinheiro, mas com apenas uma entidade consegue simplificar estas tarefas que até então nenhum banco lhe oferecia….
Esta instituição bancária tem como principal objectivo oferecer soluções à medida, aos seus clientes.

 

Identificação do público-alvo

Para clientes com várias contas e/ou em vários bancos, possam ter acesso às mesmas, bem como a todas as funcionalidades através de uma única entidade: Internet e Multibanco.

DESCRIÇÃO DO SUPORTE

Logótipo

Linhas - Ligações a algo atingível.

 

 

       

 

 

Círculos - Representam a oferta de soluções. O caminho a percorrer através da rede.

         

 

                   

 

Cores

A cor rosa é uma cor poderosa. Representa o princípio da sobrevivência da espécie.
O verde é uma cor tranquilizante. É a cor do equilíbrio, harmonia, segurança.
O cinzento é uma cor associada ás novas technologias.

Campanha Publicitária

“Não fique ás escuras.” - Esta frase remete-nos para o facto de o fundo estar negro.
Fundo negro - escuro… - “escuras”.

“Não fique…” - “á espera!” - O processo é tão simples que não necessita de dispender de tempo/ lugar para aceder ao banco.

“Veja se o seu dinheiro está em ordem…e não só!” - Permite ao cliente verificar as suas contas bancárias, transacções, investimentos.

“Entre na rede” - O processo é extremamente fácil de aceder.

INVESTIGAÇÃO E MÉTODOS DE PESQUISA: “O outro aroma do café”

Filed under: IMP

INTRODUÇÃO

Razões do estudo

Perdem-se no tempo as origens do café mas tudo indica ter nascido na Península Arábica. Mais tarde, através do comércio dos árabes com os europeus, o consumo do café foi-se ampliando. O chamado ciclo do café teve repercussões económicas e sociais a nível mundial. O café actualmente é uma das produções mais rentáveis do comércio mundial considerado de uma importância extrema nas relações sociais.
Esta é a primeira razão do estudo, o elevado nível económico e social em que o café está inserido mundialmente.  

“Nem toda a gente sabe que o aroma do café é responsável por todas as suas qualidades gustativas, à excepção dos sabores doce, ácido, amargo e salgado, que são percepcionados pela língua.
O aroma é captado através do cheiro ou por via retro nasal; quando o café chega à cavidade bucal ou é deglutido e os compostos voláteis se difundem pelas vias nasais.” (www.illy.com)
O aroma é o conjunto de fragrâncias que se libertam da chávena. Aqui é demonstrado o valor do aroma no café.
A segunda razão do nosso estudo é, a importância do desenvolvimento dos aromas para abranger um outro segmento de mercado. 
Um produto em melhoria constante, desde o cultivo ao momento em que é servido.

Objectivos do estudo

Analisar o mercado do café no seu global para definir estratégias de segmento no conceito de café aromatizado.
Verificar a viabilidade económica do café aromático no mercado.
Fazer a diferença dos produtos disponíveis no mercado actual, com a inovação de variados aromas.
Aumentar o consumo do café, através da implementação do mesmo num mercado onde o café tradicional não tem lugar, visto que o nosso público-alvo será aqueles que por variadíssimos motivos não gostam do sabor, aroma, pura e simplesmente por não gostarem de café.
Dos mais diversos países produtores de café, analisarmos e seleccionar-mos os melhores cafés das melhores origens e conferir-lhes a qualidade anunciada do nosso maravilhoso café aromático.
O nosso objectivo é proporcionar aos nossos clientes um excelente café com aromas de fruta, apresentando um leque variado de aromas, pêssego, manga e morango…. De produtos sujeitos a elevados padrões de qualidade e inseridos numa tendência de inovação.
Uma boa combinação de tipos de café, com base no café “aromas de fruta” com um toque de doçura e suavidade. Queremos ser uma marca de referência para com os nossos consumidores.
Pretendemos conquistar, pela qualidade e inovação do café, um lugar de destaque no mercado a nível Nacional e Internacional.

Metodologia

Realização de inquéritos.
Entrega do inquérito a uma amostra da população.
Tratamento de dados em termos estatísticos, utilizando o programa SPSS.
Conclusão do estudo, segundo os dados recolhidos.

Calendarização

Resultados académicos esperados

Adquirir conhecimentos e competências suficientes para dominar o tema em termos profissionais.

Resultados práticos esperados

Confirmação da viabilidade económica ou não do café aromático no Mercado

Investigação e Métodos de Pesquisa

PARTE I – ENQUADRAMENTO TEÓRICO

História do café

Sobre o café e suas origens existem várias histórias e lendas, umas mais credíveis que outras obviamente. Desta forma, começamos pela história que aparenta ser mais credível, passando por duas lendas que falam de um monge, de um pastor e suas ovelhas na descoberta do café.
O Café, a bebida mais popular do mundo, é originário da Etiópia, (centro da África). Mas a planta foi mesmo cultivada pela primeira vez pelos árabes – por isso a denominação café arábica, nome científico de uma das mais importantes espécies de café. Os Árabes tiveram o completo controle não só sobre o cultivo, mas também na preparação da bebida. O nome café é originário da palavra árabe qahwa, que significa vinho. Justamente por isso, o café era conhecido como “vinho da Arábia” quando chegou à Europa no século XIV. Só a partir de 1615 o café começou a ser conhecido no Continente Europeu, trazido de viagens ao oriente. Até o século XVII, somente os árabes produziam café. Alemães, franceses e italianos procuravam desesperadamente uma maneira de desenvolver o plantio nas suas colónias. Mas foram os holandeses que conseguiram as primeiras culturas de café, tornando a bebida uma das mais consumidas no velho continente, passando a fazer parte definitiva dos hábitos dos europeus. Com as experiências holandesa e francesa, o cultivo de café foi levado para outras colónias europeias.

Lenda I:

Há mais de mil anos, um monge passeava pelas pastagens da Arábia. Enquanto sentia o calor da tarde aquecer suas costas, respirava o ar puro e seco das montanhas. Perto de uns arbustos, o monge notou uma certa agitação onde algumas cabras brincavam. A alegria dos animais era tamanha que o monge resolveu se aproximar.
Um jovem pastor estava sentado perto dos animais e cantarolava baixinho, todos pareciam embriagados por uma estranha felicidade.
O monge chegou mais perto e notou pequenas frutinhas vermelhas que estavam nas mãos do jovem parecendo reluzir contra a luz do entardecer. O pastor explicou que as frutas eram fonte de alegria e motivação, e somente com a ajuda delas o rebanho conseguia caminhar por vários quilómetros por subidas infindáveis.
O monge pegou um pouco das frutas e levou consigo até o mosteiro. Antes da oração nocturna, resolveu experimentar o novo elixir. Seu corpo foi tomado de uma sensação de júbilo e motivação, e o monge orou durante toda à noite.

Lenda II:

Esta lenda conta que num dado momento do século III d. C., um   pastor de cabras, chamado Kaldi, estava preocupado com o facto de as suas cabras não retomarem ao rebanho. Quando saiu para procurá-las, encontrou-as aos saltos próximo de um arbusto cujos frutos estavam a ser devorados e que obviamente foi o que lhes deu a estranha energia que Kaldi nunca vira antes. A lenda diz que ele mesmo experimentou os frutos e descobriu que eles o enchiam de energia como aconteceu com o seu rebanho.  Kaldi pegou nessa maravilhosa “dádiva divina” e levou-a para o mosteiro local, onde se deparou com reacções desfavoráveis por parte dos monges. Com a ideia de que estes pequenos frutos eram obra do diabo, Kaldi decide atear-lhes fogo e destruí-los para o bem da humanidade. No entanto, o aroma exalado pelos frutos torrados nas chamas atraiu todos os monges para descobrir o que estava a causar aquele maravilhoso perfume levando a que os grãos de café fossem recuperados das cinzas. De seguida, o abade mudou de ideias sugerindo que os grãos fossem esmagados na água para ver o tipo de infusão que eles davam. Os monges obedeceram e descobriram que o preparado os mantinha acordados durante as rezas e períodos de meditação. Notícias dos maravilhosos poderes da bebida espalharam-se de um mosteiro a outro e, assim, aos poucos espalharam-se por todo mundo.

As evidências botânicas sugerem que a planta do café é originária da Etiópia Central (onde ainda crescem vários milhares de pés acima do nível do mar). Ninguém parece saber exactamente quando foi tomado o primeiro café, mas os registos dizem que foi tomado na sua terra natal em meados do século XV. Também sabemos que foi cultivado no Iémen (antes conhecido como Arábia), com a aprovação do governo, aproximadamente na mesma época, e pensa-se que talvez os persas o tenham levado para a Etiópia no século VI d.C., período em que invadiram a região.
À medida que o café se ia tornando mais popular, salas especiais nas casas dos mais ricos foram reservadas para se tomar café, e casas de café começaram a aparecer nas cidades. A primeira casa de café abriu em Meca, no final do século XV e início do XVI e, embora originalmente fossem lugares de reuniões religiosas, esses amplos saguões onde os clientes se sentavam em esteiras de palha ou colchões sobre o chão, rapidamente se tornaram centros de música, dança, jogos de xadrez, gamão, conversas de negócios, etc.
A popularidade do café espalhou-se pelo Cairo, Constantinopla e para todas as partes do Médio Oriente, mas os muçulmanos devotos desaprovavam todas as bebidas tóxicas, incluindo o café, e consideravam as casas de café como uma ameaça à observância religiosa. Às vezes, esses centros populares de diversão eram atacados e destruídos por fanáticos religiosos, e alguns governantes apoiavam a proibição do café e impunham punições aterrorizadoras. Os que desobedecessem poderiam ser açoitados, presos dentro de um saco de couro e atirados no Bósforo.
Enquanto isso, comerciantes europeus da Holanda, Alemanha e Itália exportavam os grãos de forma a os plantar nas suas colónias. Os holandeses foram os primeiros a iniciar o cultivo comercial no Sri Lanka, em 1658, em Java em 1699, e por volta de 1706 eles já exportavam o primeiro café de Java estendendo a produção para outras partes da Indonésia. Em 1714, os holandeses bem sucedidos presentearam Luís XIV da França com um pé de café que cresceu numa estufa em Versailles e quando deu frutos, as sementes foram espalhadas e as mudas foram levadas para o cultivo na ilha de Réunion, na época chamada de Ilha de Bourbon. A variedade de arbustos de café que se desenvolveu daquela árvore em Paris tornou-se conhecida como o café Bourbon e foi a fonte original de grãos hoje conhecidos no Brasil como Santos e no México como Oaxaca.
Em 1727 os portugueses compreenderam que a terra do Brasil tinha todas as possibilidades que convinham à cafeicultura. Mas infelizmente não possuíam nem plantas nem grãos para passar ao cultivo. Numa história que mais parece saída dos filmes, o governo do Pará, encontra um pretexto para enviar Palheta, um jovem oficial, à Guiana Francesa com uma missão simples: a de pedir ao governador M. d’Orvilliers algumas mudanças. M. d’Orvilliers seguindo ordens expressas do rei de França, não atende o pedido de Palheta. Como que passando a um plano B, Palheta tenta seduzir Mme. d’Orvilliers, esposa do governador da Guiana Francesa. Esta não resiste por muito tempo aos atractivos do jovem tenente e quando Palheta já regressava ao Brasil, Mme. d’Orvilliers envia-lhe um ramo de flores onde, dissimuladas pela folhagem, se encontravam escondidas as sementes a partir das quais haveria de crescer o poderoso império brasileiro do café – um episódio bem apropriado para a história deste grão tão sedutor.
Do Pará, a cultura passou para o Maranhão e, por volta de 1760, foi trazida para o Rio de Janeiro por João Alberto Castelo Branco, onde se espalhou pela Baixada Fluminense e posteriormente pelo Vale do Paraíba.
O surto e incremento da produção do café foram favorecidos por uma série de factores existentes á época da Independência. As culturas do açúcar e do algodão estavam em crise, batidas no mercado internacional pela produção das Antilhas e dos EUA. Desta forma, os fazendeiros precisavam encontrar outro produto de fácil colocação no mercado internacional. Além disso, a decadência da mineração libertou mão-de-obra e recursos financeiros na região Centro-Sul (Minas Gerais e Rio de Janeiro, principalmente) que podiam ser aplicados em actividades mais lucrativas. A nível internacional, a produção brasileira foi favorecida pelo colapso dos cafezais de Java (devido a uma praga) e do Haiti (devido à revolta dos escravos e consequente independência do país). Outros factores decisivos foram a estabilização do comércio internacional depois das guerras napoleónicas (Tratado de Versailles, 1815) e a expansão da demanda europeia e americana por uma bebida barata.
A importância económica do café reflectiu-se na sua expansão geográfica. No início, difundiu-se pelo Vale do Paraíba (Rio de Janeiro e São Paulo), Sul de Minas e Espírito Santo. Depois, atingiu Campinas, no “Oeste Velho” de São Paulo; dali, expandiu-se para o chamado “Oeste Novo” (Ribeirão Preto e Araraquara) e passou, mais tarde, para as regiões de terra roxa do Norte do Paraná e Mato Grosso. Hoje, as áreas de cultivo localizam-se nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Bahia. Após a grande geada de 1975, houve um deslocamento das principais zonas produtoras do Norte do Paraná para áreas de clima mais favorável, como o sul de Minas Gerais e o interior capixaba.
A exportação brasileira do café começou a crescer a partir de 1816. Na década de 1830-1840, o produto assumiu a liderança das exportações do país, com mais de 40% do total. O Brasil torna-se, em 1840, o maior produtor mundial de café. Na década 1870-1880, o café passou a representar até 56% do valor das exportações, começando então o período áureo do chamado ciclo do café que durou até 1930; no final do séc. XIX, o café representava 65% do valor das exportações do pais, chegando a 70% na década de 1920.
No entanto, o crack da Bolsa de Nova York (1929) forçou a queda brusca no preço internacional do café (que caiu em 1930 para pouco mais que a metade do seu valor em 1928), que continuou em queda até menos de 40% em 1931, ficando nesses baixos níveis durante muitos anos. Só em 1947 é que os preços voltaram aos níveis de 1928, só que a situação já se tinha agravado tanto que houve uma crise de superprodução do café, cujos primeiros sinais apareceram no início do séc. XX.
Para enfrentar essa crise, os governadores dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reuniram-se (Fevereiro de 1906) no chamado Convénio de Taubaté, que definiu uma política para a valorização do produto: os governos estaduais comprometeram-se a comprar toda a produção e usar o stock como instrumento para impedir quedas e oscilações no preço do produto, além de proibir novas plantações. O Convénio de Taubaté representou a primeira intervenção oficial em defesa do café. Nos anos seguintes, o governo federal também tomou iniciativas nesse sentido. Mais tarde, após a crise de superprodução mundial de 1957, os países produtores e os grandes consumidores criaram o Acordo Internacional do Café (1962), que estabeleceu quotas de exportação para os países-membros.
O chamado “ciclo do café” teve repercussões económicas e sociais importantes no Brasil. A expansão da lavoura levou à ampliação das vias-férreas, principalmente em São Paulo; os portos do Rio de Janeiro e de Santos foram modernizados para a sua exportação; a necessidade de mão-de-obra trouxe imigrantes europeus, principalmente depois da Abolição dos escravos; o café foi o primeiro produto de exportação controlado principalmente por brasileiros, possibilitando o aglomero de capitais no pais. Em consequência, criou-se um mercado interno importante, principalmente no Centro-Sul, que foi o suporte para um desenvolvimento sem precedentes das actividades industriais, comerciais e financeiras. O café, sobretudo, consolidou a hegemonia política e económica do Centro-Sul, transformando-o na região brasileira onde o desenvolvimento capitalista foi pioneiro e mais acentuado.
Desde os anos 50, a importância do café para a economia brasileira tem decrescido sensivelmente. Uma das consequências da crise mundial de 1957 foi o início da produção de café solúvel.
A participação do café nas exportações do país diminuiu; em meados dos anos 70, o valor da exportação de manufacturados ultrapassou o do café, que, desde o início dos anos 80, responde por cerca de 10% do valor total das exportações brasileiras. Apesar disso, o café é ainda um dos principais produtos isolados exportados pelo país.  São Paulo, que foi o maior produtor nacional desde o último terço do século passado, perdeu a primazia para o Paraná no final dos anos 50, mas sua produção ainda era significativa: em 1966-1967, por exemplo, metade de todos os cafeeiros do país estava plantada nestes dois Estados. Vinte anos depois, em 1986-1987, era Minas Gerais que tinha o maior número de cafeeiros (mais de um terço do total nacional), seguindo-se São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Bahia (que tinham juntos 92% dos 3,5 biliões de pés de café então existentes no país.)
Em 1996 o consumo mundial supera a barreira dos 100 milhões de sacas. Em 1997, o Brasil atinge  quase 3  biliões de dólares na exportação de café e a Alemanha supera os Estados Unidos como maior importador. Em 1998 o comité do Conselho da Bolsa de Nova Iorque coloca na pauta o café despolpado brasileiro.

Aroma do café

O aroma do café é causado pela molécula:

Mesmo assim, a acção estimulante é causada pela cafeína, outra molécula, assim:

A cafeína estimula o córtex cerebral, pois age como substitutiva da molécula que carrega a nossa energia, o ATP (adenosina trifosfato). Ela está presente tanto no café, que é obtido a partir da torrefacção da semente, como no chá, obtido da fermentação das folhas de Camellia thea. Na semente da planta de coca também há ocorrência de cafeína.
O aroma do café desenvolve-se durante o processo de torra, o qual decorre a elevadas temperaturas. Entre 50 e 100°C dá-se início à evaporação de água e à desnaturação das proteínas. O acastanhamento do grão devido à degradação térmica de compostos orgânicos ocorre entre 100 a 180°C. A temperaturas entre 180 e 200°C os grãos quebram-se, forma-se fumo azul e desenvolve-se o aroma. Acima de 200°C atinge-se a torra total.
O aroma do café desenvolve-se durante o processo de torra, o qual decorre a elevadas temperaturas. Entre 50 e 100°C dá-se início à evaporação de água e à desnaturação das proteínas. O acastanhamento do grão devido à degradação térmica de compostos orgânicos ocorre entre 100 a 180°C. A temperaturas entre 180 e 200°C os grãos quebram-se, forma-se fumo azul e desenvolve-se o aroma. Acima de 200°C atinge-se a torra total.
O aroma do café depende não só da temperatura usada durante a torra, como também da composição do café utilizado. O café Arábica apresenta uma composição diferente do café Robusta. Os diferentes compostos e a interacção entre eles dão origem a aromas característicos em função não só da espécie botânica, senão também da origem, do processo de secagem e do processo de torra.

Importância do desenvolvimento dos aromas

O aroma do café é avaliado segundo os aromas característicos de cada bebida. É a percepção olfactiva causada pela libertação de gases do café torrado e moído após preparação da infusão, conforme os compostos aromáticos são inalados. O aroma pode ser suave ou intenso. O aroma intenso é aquele quando é forte e inequivocamente detectado como o odor característico do café. Suave é quando não é facilmente identificável. Neste caso é importante distinguir os atributos de Suave, Intenso da característica de Fraco ou Ruim (mau), porque é aqui o verdadeiro valor do aroma no café, quando o aroma passa a características não desejáveis de odores desagradáveis como: queimado, cinzas, resinas…
A qualidade global do café é a percepção conjunta dois aromas e do seu grau de intensidade, sendo que quanto mais aromático melhor a qualidade do café.
Por isto tudo é indispensável o desenvolvimento dos aromas, mais tradicionais ou inovadores para a valorização da bebida café.

Investigação e Métodos de Pesquisa

PARTE II – RECOLHA, TRATAMENTO E ANALISE DE DADOS

Realização do questionário

Um questionário não é mais que um instrumento de recolha de dados ou um instrumento de investigação. A realização de um questionário permite recolher informação sobre um tema interrogando um elevado número de pessoas, além de permitir o anonimato e a interacção indirecta. No nosso caso optamos pela interacção directa na sua forma de distribuição pessoal onde os próprios inquiridos preenchem o questionário.

A elaboração do questionário foi dividida pelas seguintes fases:

Definimos a informação que necessitávamos – Fizemos pesquisa na Internet sobre o nosso tema;
Especificamos o tipo e o meio de administração - Directa na sua forma de distribuição pessoal;
Construímos o Questionário - Optamos por 17 perguntas, algumas das quais com várias alíneas;
Aplicamos o pré-teste e corrigimos alguns defeitos;
Elaboramos o Inquérito por questionário definitivo.

Dividimos o nosso inquérito por 3 partes: A introdução, onde foi feita uma breve apresentação nossa e do questionário explicando sucintamente os objectivos da investigação; O corpo, que é o conjunto de questões que se vão formular possibilitando a recolha de informação necessária à investigação; e Caracterizadores dos inquiridos, onde temos um conjunto de questões que permite identificar as características Sócio-demográficas dos inquiridos, fundamentais para se formar grupos ou identificar segmentos homogéneos.
Neste questionário, começamos com duas perguntas filtro, de forma ao inquirido seguir ou não com o questionário, e passamos para perguntas fechadas, pois estas permitem a comparação das respostas assim como permitem facilmente aplicar análises estatísticas. Existem algumas desvantagens neste tipo de pergunta como o facto da informação ser mais superficial, a resposta ser condicionada e por vezes conduzirem a conclusões demasiado simples. Na redacção das perguntas tivemos em atenção a clareza, acessibilidade e familiaridades da linguagem.

Tratamento e análise de dados

Gráficos

Gráfico nº1 – É consumidor de café?

Análise:
97,87% dos inquiridos é consumidor de café;
2,13% dos inquiridos responderam não o são.

Gráfico nº2: Toma café em casa?

Análise:
87,86% dos inquiridos tomam café em casa;
12,14% não o fazem

Gráfico nº3: Que tipo de café?

Análise:
Dos 87,86% de consumidores de café em casa, 65,65% tomam expresso,
28,24% tomam de cafeteira;
 6,11% tomam café de saco.

Gráfico nº4: Toma café em locais públicos?

Análise:
Dos 97,87% de consumidores de café, 97,86% tomam café em locais públicos
2,14% não o fazem.

Gráfico nº5: Que tipo de café?

Análise:
Dos 97,86% consumidores de café em locais públicos, 80,29% tomam café,
15,33% tomam pingo
4,38% tomam descafeinado.

Gráfico nº6: Quantas vezes por dia toma café?

Análise:
Dos 97,87% de consumidores de café, 34,06% afirmou tomar café 3 vezes por dia.

Gráfico nº7: Em que alturas toma café? Manhã

Análise:
Dos 97,87% de consumidores de café, 66,43% afirmaram que tomam sempre café de manhã.
12,14% afirmou nunca tomar café de manhã.

Gráfico nº8: Em que alturas toma café? Tarde

Análise:
Dos 97,87% de consumidores de café, 59,29% afirmaram que tomam sempre café de tarde.
Por outro lado, 3,57% nunca toma café à tarde.

Gráfico nº9: Em que alturas toma café? Noite

Análise:
Dos 97,87% de consumidores de café, 48,57% afirmaram que tomam sempre café à noite.
15, 71% garantem nunca o fazer.

Gráfico nº10: O que valoriza num café? Sabor

Análise:
Dos 97,87% de consumidores de café, 57,86% concordam totalmente que o sabor é o aspecto mais valorizado num café.
22,86% concorda que o sabor é importante;
19,29% discorda totalmente da importância do sabor num café.

Gráfico nº11: Se pudesse mudar algo no café o que escolheria? Aroma

Análise:
Dos 97,87% de consumidores de café:
49,29% discorda totalmente que se mude o aroma no café;
16,43% está indeciso;
15,71% concorda;
9,29% concorda totalmente com a mudança do aroma no café.

Gráfico nº12: Se pudesse mudar algo no café o que escolheria? Sabor

Análise:
Dos 97,87% de consumidores de café:
45,71% discorda totalmente que se mude o sabor no café;
12,86% está indeciso;
18,57% concorda;
12,14% concorda totalmente com a mudança do sabor no café.

Gráfico nº13: Qual seria o aroma ou sabor? Chocolate


  
Analisados os dados referentes aos vários tipos de sabor ou aroma propostos, constatou-se que o chocolate foi de todos o que mais agradou aos inquiridos. Mesmo assim passamos para a seguinte Análise:
Dos 97,87% de consumidores de café:
45,71% discorda totalmente que se mude o aroma ou o sabor para chocolate;
2,14% está indeciso;
29,29% concorda;
13,57% concorda totalmente que se mude o aroma ou o sabor para chocolate.

Gráfico nº14: Estado Civil

Análise:
Analisando o Estado Civil dos inquiridos, constatamos que:
36,43% são solteiros;
52,86% são casados;
0,71% são separados;
5,71% são divorciados.
4,29% são viúvos

Gráfico nº15: Tem filhos?

Análise:
Dos 97,87% de consumidores de café:
71,43% tem filhos;
28,57% não tem filhos.

Gráfico nº 16: Local de Residência

Análise:
Dos 97,87% de consumidores de café:
16,43% são do Porto;
0,71% são de Matosinhos;
69,29% são de Vila Nova de Gaia;
12,86% são da Maia;
0,71% são de Aveiro

Gráfico nº 17: Habilitações Literárias

Análise:
Dos 97,87% de consumidores de café:
44,29% tem o ensino básico;
21,43% tem o ensino secundário;
19,29% frequenta a universidade;
11,43% tem Licenciatura;
3,57% tem Doutoramento

Tabelas – Cruzamento de Variáveis

TABELA Nº1

Análise:
Da nossa amostra de residentes da cidade do Porto que tomam café em casa, 39,1% discorda totalmente que se mude o aroma no café;
Dos residentes da cidade de Matosinhos da nossa amostra que tomam café em casa, 100% discorda totalmente que se mude o aroma no café;
Da nossa amostra de residentes da cidade de Vila Nova de Gaia que tomam café em casa, 47,4% discorda totalmente que se mude o aroma no café;
Da nossa amostra de residentes da cidade da Maia que tomam café em casa, 16,7% discorda totalmente que se mude o aroma no café;
Dos residentes da cidade de Aveiro da nossa amostra que tomam café em casa, 100% discorda totalmente que se mude o aroma no café;

 

TABELA Nº2

Análise:
Da nossa amostra de residentes da cidade do Porto que tomam café em casa, 43,5% discorda totalmente que se mude o sabor no café;
Dos residentes da cidade de Matosinhos da nossa amostra que tomam café em casa, 100% discorda que se mude o sabor no café;
Da nossa amostra de residentes da cidade de Vila Nova de Gaia que tomam café em casa, 44,3% discorda totalmente que se mude o sabor no café;
Da nossa amostra de residentes da cidade da Maia que tomam café em casa, 16,7% discorda totalmente que se mude o sabor no café;
Dos residentes da cidade de Aveiro da nossa amostra que tomam café em casa, 100% discorda totalmente que se mude o sabor no café;.

 

TABELA Nº3

Análise:
Da nossa amostra de residentes da cidade do Porto que tomam café em locais públicos, 52,2% discorda totalmente que se mude o aroma no café;
Dos residentes da cidade de Matosinhos da nossa amostra que tomam café em locais públicos, 100% discorda totalmente que se mude o aroma no café;
Da nossa amostra de residentes da cidade de Vila Nova de Gaia que tomam café em locais públicos, 50,5% discorda totalmente que se mude o aroma no café;
Da nossa amostra de residentes da cidade da Maia que tomam café em locais públicos, 16,7% discorda totalmente que se mude o aroma no café;
Dos residentes da cidade de Aveiro da nossa amostra que tomam café em locais públicos, 100% discorda totalmente que se mude o aroma no café;

 

TABELA Nº4

Da nossa amostra de residentes da cidade do Porto que tomam café em locais públicos, 43,5% discorda totalmente que se mude o sabor no café;
Dos residentes da cidade de Matosinhos da nossa amostra que tomam café em locais públicos, 100% discorda totalmente que se mude o sabor no café;
Da nossa amostra de residentes da cidade de Vila Nova de Gaia que tomam café em locais públicos, 47,4% discorda totalmente que se mude o sabor no café;
Da nossa amostra de residentes da cidade da Maia que tomam café em locais públicos, 22,2% discorda totalmente que se mude o sabor no café;
Dos residentes da cidade de Aveiro da nossa amostra que tomam café em locais públicos, 100% discorda totalmente que se mude o sabor no café;

Conclusão

Após a análise da Tabelas 1 e 3, concluímos que a inserção da mudança de aroma no café tem uma taxa demasiado baixa. No que respeita à inserção de um novo sabor, e depois de analisadas as tabela 2 e 4, também concluímos que a taxa de sucesso, e embora encontremos dentro do nosso universo de inquiridos, especificamente na zona da Maia, alguma aceitação para a mudança do mesmo, será baixa.
Será, portanto, de referir que os 33,3% de aceitação para a mudança de sabor não têm relevância suficiente para se poder processar à introdução de um novo sabor no café.

October 21, 2006

O meu primeiro post

Filed under: Geral

O meu primeiro post é hoje colocado com o intuito de experimentar as funcionalidades deste blog. Apartir daqui, passamos a entrar nos trabalhos da faculdade bem como outros temas de interesse!






















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